Terça-feira, Dezembro 14, 2004

Fui à 26º Bienal ontem com minha mãe e o Gu. Ficamos dando voltas pelo pavilhão por mais de três horas, vendo obras. Muitas obras que estão lá são a coisa mais horrível que existe (típico da Bienal), mas as poucas coisas que se salvaram eram muito boas. Este ano a organização da Bienal estava péssima. Não é porque é de graça que tem que avacalhar! As descrições das obras e dos autores foram dispostas em locais totalmente nada a ver, isso quando dava para encontrá-las. A obra estava numa ponta da parede e a descrição na outra; não dava pra saber se era a explicação da obra da parede, ou a obra do lado, uma porcaria. Fora as pessoas contratadas para ajudar na organização local. Minha nossa, um monte de gente mal educada e despreparada. Minha mãe foi amarrar o tênis e a mulher: Senhora, você vai amarrar o tênis? (nisso minha mãe já estava terminando de amarrá-lo) Vá um pouco pra frente para não atrapalhar a passagem (dava para circular tranquilamente no local). Ah, francamente, vá para o inferno sua mala!
Enfim, vamos para as críticas (das obras desta vez)

Sobre as horríveis
Nossa, como tem coisa sem noção nessas exposições de arte. Muita coisa que tá lá deveria ser jogada imediatamente na lata do lixo. O pior são as descrições da obra, querendo dar um sentido para uma coisa que não tem o menor sentido. E além disso, muito mal escritas. Uma das obras eram duas cadeiras de ferro presas no alto por duas colunas de ferro. Mas não, não pára por aí! Para completar tinha um vídeo de uma mulher que ficava sentada em uma das cadeiras, gritando e fazendo gestos esquisitos. Coisa horrorosa.
Tinha também outra pérola. O artista levou uns quadros muito obscenos, e além disso feios demais. Mau gosto até pras cores que ele escolheu, nunca vi. Credo.

Sobre as engraçadas
Geralmente os vídeos também são meio sem noção. Eu e o gu entramos em uma salinha em que o filme tava começando. Era um filme muito nada a ver e em uma parte aparece um mocinho que luta contra o Barney (sim, aquele bichinho roxinho). E o Barney era do mau. E o Barney mata o mocinho que depois vive novamente. Ah, detalhe: o mocinho era boliviano, e ele diz para o Barney: A diferença entre mim e você Barney, é que eu posso falar a sua língua, mas você não pode falar a minha. Cara, isso é muito idiota, mas eu achei muito engraçado! rs
Tinha também um armarinho que o cara colocou um monte de ferramentas dentro. Não era a obra em si engraçada, mas o fato de a minha mãe querer levar o armarinho pra casa, porque ele tinha rodinhas e tudo. Eu fiquei só imaginando aquele pequeno trambolho sendo levado para lá e para cá dentro de casa. Comédia.

Sobre as boas
Primeiro tenho que falar da que eu mais gostei: quadros multicoloridos de uma pintora (se não me engano, carioca) que se chama Beatriz. Não tenho como descrever, são pinturas abstratas, mas que fizeram muito bem para os meus olhos. Vale a pena!
Outro show de bola foi a exposição de um cara que faz maquetes. Meu, lindas as maquetes e perfeitas. Não somente levou as maquetes como também as projetou na parede com preguinhos e linhas de costura. Impressionante a perfeição do cara.
Tem também umas telas de um moço que pareciam quadros de sala de biologia. Logo que eu vi eu achei que eram fotografias, mas que nada, era pintura à mão mesmo. Ele teve o dom de inventar animais, pintar seus esqueletos, falar sobre o bicho e pintar os animaizinhos que ele come para sobreviver. Quanta imaginação e talento pra pintar, minha nossa.
Não muito atrás destes, está a pintura de rostos de pessoas em vários quadrinhos. Não estava escrito na descrição (claro que não...), mas pelo que eu entendi, o artista pintava a pessoa e a pessoa tinha que pintá-lo em outra tela. Claro que as telas do pintor eram muito boas e as do lado muito mal feitas (também porque não é todo mundo que tem o dom de pintar o rosto de uma pessoa de uma hora pra outra), mas eu achei a idéia muito legal. Gosto de retratos de pessoas.
Também havia uma seção com um monte de fotos das salas das pessoas. Se não me engano, o artista era da Malásia. FANTÁSTICO! A idéia é muito boa, vocês precisavam ver como é possível ver a cultura, as diferenças sociais, os hábitos das pessoas através deste trabalho. Genial.
Outro não tão fantástico, mas que eu achei interessante foi uma obra na qual o artista projetou o mundo em linhas. O primeiro quadro mostrava o mundo normal, no segundo ele jogou todas as linhas para a direita, na terceira todas para o meio e por fim todas para a direita. Não tem nada demais, mas as imagens eram simples e bonitas. E simplicidade com uma boa idéia também é arte para mim.
E, para finalizar, teve um artista que deveria entrar para o Guiness como a pessoa mais paciente do mundo. Ele fez na parede da Bienal um desenho da própria Bienal em perspectiva. Porém, ele não se contentou em fazer os traços com simples linhas, ele representou as linhas com contas de subtração. No total foram feitas 300.000 contas de subtração (francamente...). Ficou muito bom.

postado por: Lili 10:54 PM



G3 - EU FUI!
Domingo, dia 5 de dezembro, show do G3 no Credicard Hall. Integrantes do G3: Steve Vai, Joe Satriani e um convidado deles (este ano o convidado foi o Robert Fripp). Três horas e meia de show de solos de guitarra. As pessoas: "Eu não aguentaria!"; "Solo de guitarra?" Sim, foi muito bom! Como eu fui parar lá? É, esse é um ponto relevante. O Gu adora o som desses caras e me fez ouvir uma música do Steve Vai uma vez. É, gostei. Ah, faz tempo que não vou em nenhum show mesmo.... por que não? E eu fui.

Chegamos no Credicard Hall lá pelas 20:00 e já fomos direto pro balcão. Pontualmente as 20:30 o show começou com a entrada Robert Fripp no palco. O que foi aquilo? Parecia um vulto que tocava músicas de enterro. Credo. Ninguém tava aguentando mais aquilo lá, e eu, ingenuamente já estava pensando que era alguém contratado para afinar a guitarra de alguém...rs. Mas não foi à toa, porque o cara tocava e não aparecia nada no telão. Depois dessa passagem traumática, entra o Steve Vai no palco. Minha nossa, que figura estranha! Ele é até que bonito, mas é cafona demais. Camisa justinha de manga comprida, meio estampada e a calça justinha também na mesma estampa. Vixe. A música dele não é tão boa quanto a do Joe Satriani, mas ele tem mais presença de palco. Se não me engano ele ficou mais ou menos uma hora e meia tocando e encerrou seu show com For the Love of God. Show. Em seguida veio O Cara. Nem sabia que conhecia músicas do Satriani. Esse é do estilo descolado (as meninas iam concordar comigo!). Calça jeans, camiseta justa, tênis e óculos escuros. Muito show! Ficou mais ou menos uma hora e meia tocando também. Depois que ele encerrou o show dele, todos os artistas se juntaram no palco para tocarem juntos. Muito show! e novamente o Robert Fripp ficou isolado num canto do palco. O mais bizarro é que, mesmo quando davam um close nele com a câmera, ele aparecia como um vulto no telão. E quando o show terminou ele não foi para a ponta do palco com todos os outros músicos para celebrar com o público. Cara mega strange.
Enfim, se o Robert Fripp tava pensando que a gente ia ficar sem saber como é a cara dele, ele tá é muito enganado!

Seção de Fotos
Steve Vai


Joe Satriani


Steve Vai e Joe Satriani juntos


O misterioso Robert Fripp


Sugestões de Músicas
* Do Joe Satriani
- Always With Me, Always With You
- Cool # 9
- Summer Song
- Until We Say Goodbye (tô viciada nesa)
- Is There Love In The Space?
- One Big Rush

* Do Steve Vai
- For The Love Of God
- The Reaper

* Da banda do Robert Fripp
- Rockin' On The Free World

postado por: Lili 10:43 PM



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